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Mastopexia sem prótese: possibilidades e limites

O levantamento e o aumento de volume têm objetivos diferentes. Este guia reúne as explicações sobre uso dos próprios tecidos, implantes e mudanças ao longo do tempo.

Qual a diferença entre mastopexia e colocar prótese?

A prótese acrescenta volume e modifica projeção e contorno. A mastopexia trata principalmente a queda: reposiciona a aréola e remodela a mama, retirando o excesso de pele necessário.

Na mastopexia sem implante, o cirurgião utiliza os tecidos existentes. Pode haver retirada de algum tecido e mudança do tamanho percebido, portanto não se deve prometer manutenção exata do volume ou do manequim. A redistribuição dos tecidos pode melhorar o colo, dentro dos limites da anatomia.

A combinação pode fazer sentido quando há queda e desejo de maior volume, mas não é obrigatória. Uma prótese isolada também não substitui automaticamente o levantamento quando existe excesso importante de pele ou posição baixa do mamilo.

Na consulta, identificamos o que precisa ser tratado: posição, volume, formato ou uma combinação. Isso evita acrescentar um implante quando sua principal necessidade é remodelar a mama.

Referências bibliográficas

  1. ASPS. Breast Lift Procedure Steps. Orientação institucional. Acessar a referência.

  2. Australian Society of Plastic Surgeons. Breast Lift. Orientação institucional. Acessar a referência.

Preciso de prótese junto ou só o levantamento resolve?

A mastopexia sem prótese pode ser suficiente quando há tecido para alcançar o formato e o volume desejados. O preenchimento do colo depende da anatomia e da técnica; não é correto afirmar que todo levantamento sem implante deixa necessariamente o polo superior vazio.

A prótese pode ser considerada quando a paciente deseja aumentar volume ou obter uma projeção que os tecidos disponíveis não oferecem. Em contrapartida, ela acrescenta peso e os riscos próprios dos implantes.

Uma revisão sistemática de 23 estudos, com 4.856 casos de mastopexia com aumento em um único tempo, encontrou 13,1% de complicações, 5,2% de recidiva de queda e 10,7% de reoperações nos estudos que informaram esse último desfecho. A maioria dos estudos tinha seguimento inferior a um ano, e havia diferenças importantes entre técnicas e critérios. Esses dados não são taxas vitalícias nem comprovam que operar em dois tempos seja sempre melhor.

A escolha entre levantamento isolado, associação e etapas separadas considera seu objetivo, pele, volume existente, circulação dos tecidos e complexidade.

Referências bibliográficas

  1. Khavanin N, Jordan SW, Rambachan A, Kim JYS. A systematic review of single-stage augmentation-mastopexy. Plast Reconstr Surg. 2014;134(5):922–931. PMID: 25347628. Revisão sistemática e metanálise. Acessar a referência.

  2. Australian Society of Plastic Surgeons. Breast Lift. Orientação institucional. Acessar a referência.

Por quanto tempo dura o resultado? A mama “cai” de novo?

O levantamento melhora a posição e o formato, mas a mama continua mudando com o tempo. Envelhecimento, características da pele, peso do tecido e novas gestações podem modificar o resultado.

Alguma acomodação é esperada. Ela não deve ser confundida automaticamente com uma falha, mas alterações importantes ou insatisfação persistente precisam de avaliação. Não existe prazo universal de duração nem técnica capaz de impedir toda queda futura.

Manter peso relativamente estável e planejar o momento da cirurgia em relação a futuras gestações ajuda a preservar o resultado. Sutiãs podem oferecer conforto e suporte, mas não devem ser apresentados como garantia comprovada contra recidiva.

Na consulta, discutimos a qualidade dos tecidos e a possibilidade de mudanças ou revisão. Quando há implante, também entram no planejamento suas características e necessidade de acompanhamento.

Referências bibliográficas

  1. ASPS. Breast Lift Results. Orientação institucional. Acessar a referência.

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