Mastopexia (Lifting de Mamas)

A restauração da firmeza e o reposicionamento da harmonia corporal.

A Mastopexia, ou Lifting de Mamas, é o procedimento cirúrgico desenhado para reverter a ptose mamária (queda das mamas), reposicionando a aréola e removendo o excesso de pele. É a cirurgia indicada para mulheres que observaram mudanças na firmeza e no contorno das mamas devido a fatores como gestação, oscilações de peso ou o processo natural de envelhecimento.

A cirurgia pode ser realizada através de duas abordagens distintas, dependendo do objetivo estético da paciente e da qualidade do tecido existente:

1. Mastopexia Com Prótese

Ideal para: Pacientes que desejam não apenas elevar as mamas, mas também restaurar ou aumentar o volume perdido, garantindo um colo mais preenchido e desenhado.

  • O Procedimento: Associamos a remoção de pele glândula mamaria à inclusão de um implante de silicone (prótese).

  • Personalização: A escolha da prótese (tamanho, perfil e revestimento) e o plano de colocação (subglandular, subfascial ou "dual plane") são definidos em conjunto, respeitando a anatomia e o desejo de resultado.

2. Mastopexia Sem Prótese

Ideal para: Mulheres que estão satisfeitas com o volume atual de suas mamas, mas buscam corrigir a flacidez e o posicionamento.

  • O Procedimento: Utilizamos o próprio tecido mamário da paciente para remodelar e montar a nova mama (técnicas de retalhos ou "auto-prótese"), podemos refinar o resultado com enxertos de gordura. Esses estratégias devolvem a firmeza e a projeção das mamas de forma 100% natural, sem o uso de implantes.

Detalhes Técnicos e Incisões

A técnica cirúrgica é adaptada ao grau de flacidez de cada paciente. Todas as abordagens visam a cicatriz mais discreta possível:

  • Periareolar (Donut): Incisão apenas ao redor da aréola. Indicada para correções muito leves.

  • Vertical (Pirulito): Incisão ao redor da aréola e uma linha vertical. Para flacidez moderada.

  • "L" ou "T" Invertido: Combinação de incisões para casos que exigem maior remoção de pele e grande remodelação.

Anestesia: O procedimento é realizado sob anestesia geral, garantindo a segurança total das vias aéreas e o conforto da paciente.

Protocolos de Segurança e Contraindicações

Para garantir a excelência do resultado e minimizar riscos, observamos critérios rigorosos:

  • Tabagismo: O fumo compromete a microcirculação e a cicatrização. É mandatório suspender o tabagismo de 6 a 8 semanas antes da cirurgia.

  • Planejamento Familiar: Se há planos de gravidez a curto prazo, recomenda-se aguardar, para preservar o resultado estético da cirurgia.

  • Peso Corporal: Para a segurança anestésica e refinamento do resultado, é necessário atingir um IMC (Índice de Massa Corporal) adequado antes do procedimento.

Cada anatomia é única. Durante a consulta, discutiremos a técnica mais adequada para alinhar sua expectativa à realidade cirúrgica mantendo total segurança.

Perguntas
frequentes

Qual a diferença entre mastopexia e colocar prótese?

A prótese acrescenta volume e modifica projeção e contorno. A mastopexia trata principalmente a queda: reposiciona a aréola e remodela a mama, retirando o excesso de pele necessário.

Na mastopexia sem implante, o cirurgião utiliza os tecidos existentes. Pode haver retirada de algum tecido e mudança do tamanho percebido, portanto não se deve prometer manutenção exata do volume ou do manequim. A redistribuição dos tecidos pode melhorar o colo, dentro dos limites da anatomia.

A combinação pode fazer sentido quando há queda e desejo de maior volume, mas não é obrigatória. Uma prótese isolada também não substitui automaticamente o levantamento quando existe excesso importante de pele ou posição baixa do mamilo.

Na consulta, identificamos o que precisa ser tratado: posição, volume, formato ou uma combinação. Isso evita acrescentar um implante quando sua principal necessidade é remodelar a mama.

Referências bibliográficas

  1. ASPS. Breast Lift Procedure Steps. Orientação institucional. Acessar a referência.

  2. Australian Society of Plastic Surgeons. Breast Lift. Orientação institucional. Acessar a referência.

Preciso de prótese junto ou só o levantamento resolve?

A mastopexia sem prótese pode ser suficiente quando há tecido para alcançar o formato e o volume desejados. O preenchimento do colo depende da anatomia e da técnica; não é correto afirmar que todo levantamento sem implante deixa necessariamente o polo superior vazio.

A prótese pode ser considerada quando a paciente deseja aumentar volume ou obter uma projeção que os tecidos disponíveis não oferecem. Em contrapartida, ela acrescenta peso e os riscos próprios dos implantes.

Uma revisão sistemática de 23 estudos, com 4.856 casos de mastopexia com aumento em um único tempo, encontrou 13,1% de complicações, 5,2% de recidiva de queda e 10,7% de reoperações nos estudos que informaram esse último desfecho. A maioria dos estudos tinha seguimento inferior a um ano, e havia diferenças importantes entre técnicas e critérios. Esses dados não são taxas vitalícias nem comprovam que operar em dois tempos seja sempre melhor.

A escolha entre levantamento isolado, associação e etapas separadas considera seu objetivo, pele, volume existente, circulação dos tecidos e complexidade.

Referências bibliográficas

  1. Khavanin N, Jordan SW, Rambachan A, Kim JYS. A systematic review of single-stage augmentation-mastopexy. Plast Reconstr Surg. 2014;134(5):922–931. PMID: 25347628. Revisão sistemática e metanálise. Acessar a referência.

  2. Australian Society of Plastic Surgeons. Breast Lift. Orientação institucional. Acessar a referência.

Como ficam as cicatrizes (em T, ao redor da aréola)?

Os padrões mais conhecidos são o periareolar, o vertical e o T invertido. A escolha considera excesso de pele, formato, posição da aréola e qualidade dos tecidos.

Periareolar: a incisão fica ao redor da aréola e atende situações selecionadas de correção limitada. Uma cicatriz menor não significa que seja a melhor opção para toda queda.

Vertical: combina a cicatriz ao redor da aréola com uma linha até o sulco. Pode ser utilizada em diferentes graus de remodelação, conforme a técnica.

T invertido: acrescenta uma linha horizontal no sulco, permitindo tratar maior excesso de pele e determinadas formas de mama.

Todas são permanentes. Podem clarear e se tornar menos perceptíveis, mas também podem alargar, ficar elevadas ou exigir tratamento. O objetivo é um desenho adequado à correção necessária; limitar a incisão além do que a anatomia permite pode comprometer a forma. A marcação pré-operatória mostra a previsão, sem garantir invisibilidade da cicatriz.

Referências bibliográficas

  1. ASPS. Breast Lift Procedure Steps. Orientação institucional. Acessar a referência.

Por quanto tempo dura o resultado? A mama “cai” de novo?

O levantamento melhora a posição e o formato, mas a mama continua mudando com o tempo. Envelhecimento, características da pele, peso do tecido e novas gestações podem modificar o resultado.

Alguma acomodação é esperada. Ela não deve ser confundida automaticamente com uma falha, mas alterações importantes ou insatisfação persistente precisam de avaliação. Não existe prazo universal de duração nem técnica capaz de impedir toda queda futura.

Manter peso relativamente estável e planejar o momento da cirurgia em relação a futuras gestações ajuda a preservar o resultado. Sutiãs podem oferecer conforto e suporte, mas não devem ser apresentados como garantia comprovada contra recidiva.

Na consulta, discutimos a qualidade dos tecidos e a possibilidade de mudanças ou revisão. Quando há implante, também entram no planejamento suas características e necessidade de acompanhamento.

Referências bibliográficas

  1. ASPS. Breast Lift Results. Orientação institucional. Acessar a referência.

Depois de amamentar ou emagrecer, quando é o momento certo?

O melhor momento é quando as mamas e o peso deixaram de sofrer mudanças importantes. Após o desmame, o volume glandular pode continuar se modificando; operar durante essa transição dificulta o planejamento.

Um intervalo de 3 a 6 meses após encerrar a amamentação é uma referência frequente de prática clínica, não um limite universal comprovado por ensaios. A decisão depende da estabilidade do volume, de eventual produção residual de leite, da saúde e do suporte disponível durante a recuperação.

Após emagrecimento, procuro saber se o peso está estável ou se ainda há perda ativa planejada. Não basta ter atingido um número na balança por poucos dias. Se há intenção de engravidar em breve, pode ser mais adequado aguardar, porque outra gestação pode modificar novamente o resultado.

O exame e a conversa sobre os próximos meses definem o momento; os intervalos apresentados servem para organização e podem ser ampliados.

Referências bibliográficas

  1. ASPS. Breast Lift Results. Orientação institucional. Acessar a referência.

  2. Australian Society of Plastic Surgeons. Breast Lift. Orientação institucional. Acessar a referência.