MAMOPLASTIA DE AUMENTO (Prótese de Silicone)



Volume com Sofisticação: O Equilíbrio Perfeito entre Desejo e Naturalidade

A Mamoplastia de Aumento é uma das cirurgias mais realizadas no mundo, mas a excelência reside no planejamento individualizado. Não existe a "prótese ideal" universal; existe a escolha perfeita para o seu tórax e biotipo.

O Dr. Thiago Calado utiliza uma análise minuciosa das proporções corporais para recomendar o volume, o perfil e a textura do implante que melhor harmonizam com sua silhueta. O foco é fugir do aspecto "artificial" e alcançar um resultado que pareça pertencer a você.

Técnicas Refinadas para Resultados Superiores:

  • Planos de Inclusão: A escolha entre colocar o implante abaixo da glândula (subglandular), abaixo da fáscia (subfascial) ou parcialmente abaixo do músculo (Dual Plane) é determinante para a naturalidade do toque e do visual.

  • Tecnologia de Planejamento: O uso de simulações e medidas precisas reduz a ansiedade pré-operatória, alinhando suas expectativas à realidade técnica possível. Protocolo de Recuperação Rápida R24R para pacientes selecionadas.

Imagine sentir-se plena em qualquer roupa, com um colo desenhado que valoriza sua feminilidade. A cirurgia não é apenas sobre tamanho; é sobre proporção, simetria e a confiança de se olhar no espelho e reconhecer a sua melhor versão.

Dê o primeiro passo rumo à sua nova autoimagem com a segurança de uma equipe especialista.


Perguntas
frequentes

Qual a idade mínima para a cirurgia de prótese de mama?

A decisão não depende apenas da idade: é importante que as mamas tenham completado seu desenvolvimento e que a paciente compreenda os benefícios, as limitações e os riscos de uma cirurgia com implantes.

Os limites regulatórios também variam conforme o país e o dispositivo. Nos Estados Unidos, a FDA aprova implantes preenchidos com silicone para aumento estético a partir dos 22 anos, e implantes salinos a partir dos 18 anos. Esses números não são uma lei brasileira nem uma indicação automática para operar ao completar determinada idade. No Brasil, o planejamento deve considerar as instruções de uso do implante escolhido e as condições clínicas da paciente.

Em adolescentes com assimetrias importantes ou alterações congênitas, pode haver indicação de avaliação reconstrutiva antes da idade usual do aumento estético. A análise inclui desenvolvimento corporal, impacto da alteração, maturidade, participação dos responsáveis quando aplicável e apoio de outras especialidades conforme a necessidade. O objetivo é escolher o momento adequado, sem antecipar uma cirurgia apenas por pressão externa ou insatisfação passageira.

Referências bibliográficas

  1. U.S. Food and Drug Administration (FDA). Types of Breast Implants. Informação regulatória dos Estados Unidos. Acessar a referência.

  2. American Society of Plastic Surgeons (ASPS). Breast Augmentation Candidates. Orientação institucional. Acessar a referência.

  3. Jordan SW et al. Considerations in Breast Augmentation in the Adolescent Patient. Semin Plast Surg. 2013. PMID: 24872743. Revisão narrativa. Acessar a referência.

Preciso fazer algum exame antes da cirurgia?

Antes da cirurgia, fazemos uma avaliação clínica e pré-anestésica. Os exames complementares são escolhidos conforme o procedimento, sua saúde, sintomas, medicamentos e resultados anteriores; não existe uma bateria obrigatória igual para todas as pacientes.

Podem ser necessários hemograma e outros exames de sangue, mas testes de coagulação, função renal, função hepática e glicemia precisam de uma indicação. A diretriz NICE não recomenda, por exemplo, coagulograma de rotina para toda pessoa saudável que será operada. Da mesma forma, a diretriz cardiovascular de 2024 não recomenda eletrocardiograma rotineiro em pacientes assintomáticas submetidas a procedimentos de baixo risco.

Nas cirurgias mamárias, mamografia e ultrassonografia consideram idade, exame físico, sintomas, risco pessoal e familiar e exames já realizados. Estar com o rastreamento indicado em dia é diferente de precisar repetir exames apenas porque haverá uma cirurgia.

Se houver alguma alteração, avaliamos se precisa de investigação, tratamento ou mudança no planejamento. A avaliação ajuda a reconhecer e reduzir riscos; nenhum exame isolado garante ausência de complicações.

Referências bibliográficas

  1. National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Routine preoperative tests for elective surgery. NG45. 2016. Diretriz. Acessar a referência.

  2. AHA/ACC et al. 2024 Guideline for Perioperative Cardiovascular Management for Noncardiac Surgery. Circulation. 2024. DOI: 10.1161/CIR.0000000000001285. Acessar a referência.

  3. Urban LABD et al. Recomendações do CBR, SBM e Febrasgo para o rastreamento do câncer de mama no Brasil. Radiol Bras. 2023;56(4):207–214. Diretriz conjunta. Acessar a referência.

  4. ASPS/Consumer Reports. Mammograms before elective breast surgery. Choosing Wisely. 2015. Utilizado para indicação seletiva pré-operatória, não para atualizar idades de rastreamento. Acessar a referência.

Quanto tempo dura a cirurgia de mamoplastia de aumento com prótese?

Para uma mamoplastia de aumento sem outros procedimentos associados, a estimativa apresentada no nosso planejamento costuma ser de 1 a 2 horas de cirurgia. Essa é uma referência de organização do atendimento, e não um tempo obrigatório estabelecido por estudos para todas as pacientes.

A duração depende do posicionamento e da via de inserção do implante, das diferenças entre as mamas e da necessidade de ajustes. Trocas, revisões e cirurgias com mastopexia podem exigir mais tempo. Não usamos a velocidade da operação como medida de qualidade.

O tempo cirúrgico também é diferente do período total no centro cirúrgico e na recuperação anestésica. Preparação, anestesia, posicionamento e recuperação aumentam o intervalo até que a família receba a informação de que a paciente está pronta para sair dessa etapa. A previsão individual é explicada antes do procedimento e pode ser ajustada conforme a evolução.

Referências bibliográficas

  1. ASPS. Breast Augmentation Procedure Steps. Orientação institucional. Acessar a referência.

A cirurgia de prótese de mama é com anestesia geral ou sedação?

No nosso serviço, a mamoplastia de aumento é realizada sob anestesia geral, conforme avaliação pré-anestésica. Essa é a conduta adotada pela equipe; outras abordagens anestésicas podem ser utilizadas em contextos selecionados e não devem ser consideradas inadequadas apenas por serem diferentes.

Durante a anestesia geral, o anestesiologista administra medicamentos para manter a inconsciência e o controle da dor, acompanha continuamente os sinais vitais e realiza o suporte respiratório necessário. O plano considera suas condições de saúde, experiências anteriores com anestesia e o procedimento proposto.

Quando há indicação, podem ser associados bloqueios regionais ou outras estratégias de analgesia para melhorar o conforto após a cirurgia. A escolha de um bloqueio específico, inclusive peridural em situações selecionadas, cabe ao anestesiologista. Não é uma associação obrigatória.

Na consulta pré-anestésica, informe alergias, problemas anteriores, apneia do sono e todos os medicamentos e substâncias utilizados. Esse conjunto orienta a escolha e os cuidados, sem transformar qualquer técnica em garantia de risco zero.

Referências bibliográficas

  1. ASPS. Breast Augmentation Procedure Steps. Orientação institucional. Acessar a referência.

  2. ASA. Preparing for Surgery: Checklist. Orientação institucional. Acessar a referência.

Posso combinar mais de uma cirurgia no mesmo dia?

É possível associar procedimentos, mas a indicação depende do porte total da cirurgia e das condições de saúde. Uma única recuperação pode facilitar a organização, porém também pode exigir mais ajuda em casa e limitar simultaneamente diferentes movimentos.

A decisão considera risco de trombose, sangramento, tempo previsto, áreas operadas e necessidade de acompanhamento hospitalar. Às vezes, dividir o tratamento em etapas é a opção mais adequada, mesmo que todas as regiões incomodem ao mesmo tempo.

Em São Paulo, a Resolução Cremesp nº 400/2026 veda o agendamento eletivo com previsão inicial de duração igual ou superior a 6 horas em ato cirúrgico único, salvo as situações excepcionais previstas e tecnicamente justificadas. Essa regra orienta o planejamento; estar abaixo de seis horas não torna automaticamente segura qualquer combinação.

Na avaliação, explico o que pode ser associado, o que é melhor separar e como essas escolhas influenciam a recuperação. O objetivo é um plano compatível com seu risco individual, não atingir o máximo de procedimentos em uma operação.

Referências bibliográficas

  1. Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Resolução Cremesp nº 400, de 26 de maio de 2026. Publicada no DOU de 25 de junho de 2026. Norma de planejamento e segurança cirúrgica. Acessar a referência.

Fumar, anticoncepcional ou algum remédio interferem na cirurgia?

Sim. É importante informar cigarros, vape, narguilé, cannabis, hormônios, medicamentos, suplementos e produtos naturais. Cada substância pode interferir de maneira diferente na cicatrização, na anestesia ou no risco de sangramento e trombose.

Tabaco e nicotina: fumar prejudica a recuperação e deve ser abordado no preparo. No caso de vape e outros produtos, precisamos conhecer a composição e a frequência de uso. A reposição terapêutica de nicotina não deve ser automaticamente equiparada ao cigarro, mas também não deve ser iniciada sem discutir o tipo de cirurgia e o plano para parar de fumar. Cannabis é uma substância diferente do tabaco e merece relato específico ao anestesiologista.

Anticoncepcionais e hormônios: produtos com estrogênio exigem atenção ao risco de trombose, especialmente em cirurgias maiores com imobilização prolongada. Não se deve suspender todos os métodos da mesma forma: a decisão considera formulação, via, risco individual e prevenção de gravidez não planejada.

Medicamentos e suplementos: AAS e anticoagulantes podem exigir ajustes, mas sua suspensão também pode trazer riscos. Óleo de peixe não deve ser apresentado como equivalente a um anticoagulante: o ensaio OPERA, com 1.516 pacientes de cirurgia cardíaca, não encontrou aumento de sangramento com a suplementação estudada. Esse resultado não substitui a análise do produto e da paciente.

Leve uma lista completa e receba instruções por escrito. Inclua também medicamentos para diabetes e emagrecimento, para que a equipe defina o preparo apropriado.

Referências bibliográficas

  1. American Society of Anesthesiologists (ASA). Smoking and Anesthesia. Orientação institucional. Acessar a referência.

  2. ASA. Cannabis and Surgery. Orientação institucional. Acessar a referência.

  3. CDC. U.S. Medical Eligibility Criteria for Contraceptive Use, 2024: Appendices. MMWR. 2024. Diretriz de elegibilidade contraceptiva. Acessar a referência.

  4. Akintoye E et al. Fish Oil and Perioperative Bleeding. Circ Cardiovasc Qual Outcomes. 2018. DOI: 10.1161/CIRCOUTCOMES.118.004584. Análise do ensaio randomizado OPERA. Acessar a referência.

  5. Patel SM et al. Impact of Nicotine Replacement Therapy on Breast Surgery Outcomes. J Reconstr Microsurg. 2024;40(3):239–244. PMID: 37467771. DOI: 10.1055/a-2133-1130. Estudo retrospectivo; não estabelece segurança universal de reposição de nicotina. Acessar a referência.

  6. ASA. Drugs for Diabetes or Weight Loss: What To Know Before Surgery. Orientação baseada no posicionamento multissocietário de 2024. Acessar a referência.

Em quanto tempo vejo o resultado final?

A mudança de volume aparece logo após a cirurgia, mas o formato inicial ainda sofre influência do inchaço e da tensão dos tecidos. O aspecto vai se modificando ao longo das semanas e dos meses.

Como referência do acompanhamento clínico, uma avaliação mais estável do formato costuma ocorrer entre 3 e 6 meses, podendo levar mais tempo. Esse intervalo não é uma garantia de resultado definitivo nem deve ser confundido com o fim da maturação da cicatriz.

A acomodação não significa que toda prótese precise obrigatoriamente “descer”. O objetivo é posicioná-la adequadamente na cirurgia e acompanhar como os tecidos respondem. Diferenças de evolução entre os lados podem ocorrer, mas aumento súbito de uma mama, dor crescente ou mudança importante de posição exigem avaliação.

A cicatriz pode continuar mudando depois de o volume e o formato estarem mais estáveis. Os retornos permitem distinguir evolução esperada de situações que precisam de cuidado; não existe uma data única que encerre esse processo para todas as pacientes.

Referências bibliográficas

  1. ASPS. Breast Augmentation Recovery. Orientação institucional. Acessar a referência.

  2. FDA. Risks and Complications of Breast Implants. Informação de segurança. Acessar a referência.

Quando volto a trabalhar, dirigir e treinar?

O retorno depende da atividade, da técnica e da sua evolução. Para trabalho de escritório, o planejamento frequentemente considera cerca de uma semana, podendo exigir mais tempo; atividades físicas no trabalho precisam de avaliação específica. Esse prazo é uma referência clínica, não uma liberação automática.

Para dirigir, é necessário estar sem medicamentos que reduzam a atenção, conseguir usar o cinto e realizar os movimentos necessários para uma manobra de emergência com segurança. O calendário sozinho não resolve essa decisão.

Para exercício, as restrições devem ser proporcionais ao procedimento. Um ensaio randomizado analisou 225 pacientes após aumento mamário e avaliou exercício iniciado uma semana depois da cirurgia, sem identificar aumento de complicações no protocolo estudado. Isso não autoriza qualquer treino, carga ou movimento após uma semana, nem se aplica automaticamente à mastopexia ou a cirurgias combinadas.

A orientação é retomar gradualmente, com liberação da equipe. Caminhar, fazer musculação intensa e executar exercícios de peitoral são atividades diferentes e podem receber prazos diferentes. Informe exatamente que modalidade pretende praticar.

Referências bibliográficas

  1. Basile FV, Oliveira TS. Exercise after Breast Augmentation: A Randomized Controlled Trial. Plast Reconstr Surg. 2022;149(1):18e–24e. DOI: 10.1097/PRS.0000000000008676. Acessar a referência.

  2. ASPS. Breast Augmentation Recovery. Orientação institucional. Acessar a referência.

Como é o pós-operatório da mamoplastia de aumento com prótese?

Nos primeiros dias podem ocorrer dor, sensação de pressão e limitação de movimentos. A equipe orienta medicação, curativos, higiene, posição para dormir e atividades permitidas. O esperado é uma evolução progressiva, mas a intensidade do desconforto varia.

Sutiã cirúrgico e, em casos selecionados, faixa podem fazer parte do protocolo. A faixa não é obrigatória para toda prótese e não deve ser utilizada para tentar corrigir por conta própria a posição de uma mama. Modelo, ajuste e duração precisam ser definidos pela equipe.

Repouso relativo não significa permanecer imóvel na cama. A mobilização permitida e os cuidados com os braços devem ser explicados de acordo com a operação. Evite comparar sua recuperação com a de outra paciente que pode ter sido submetida a uma técnica diferente.

Entre os retornos, comunique dor crescente, aumento importante de um lado, vermelhidão progressiva, secreção, febre ou abertura da ferida. Falta de ar, dor torácica intensa, desmaio ou mal-estar importante exigem atendimento imediato. O acompanhamento serve tanto para orientar o resultado quanto para identificar precocemente possíveis intercorrências.

Referências bibliográficas

  1. ASPS. Breast Augmentation Recovery. Orientação institucional. Acessar a referência.

  2. FDA. Risks and Complications of Breast Implants. Informação de segurança. Acessar a referência.

As mamas ficam com aspecto natural ou “operado”?

O resultado pode ser mais discreto ou apresentar maior preenchimento do colo, dependendo da anatomia, do implante e da preferência da paciente. A palavra “natural” tem um componente pessoal: é importante mostrar e explicar o que você deseja, em vez de presumir que todas as pessoas buscam o mesmo formato.

No planejamento, considero largura da mama, espessura de cobertura, elasticidade da pele, posição do mamilo e proporções do tórax. Uma prótese maior nem sempre produz um resultado melhor, e uma prótese pequena não garante invisibilidade das bordas em uma paciente com pouco tecido.

Fotografias e simulações podem facilitar a conversa, mas não reproduzem com exatidão a resposta do seu corpo. Assimetrias prévias também podem persistir em algum grau.

Estudos de satisfação ajudam a avaliar a experiência das pacientes, mas satisfação não é uma medida objetiva de “naturalidade”. Por isso, não uso uma porcentagem de satisfação para prometer que a mama terá aparência não operada. A meta é escolher uma opção compatível com seus tecidos e expectativas.

Referências bibliográficas

  1. Tebbetts JB, Adams WP. Five critical decisions in breast augmentation using five measurements in 5 minutes: the high five decision support process. Plast Reconstr Surg. 2005;116(7):2005–2016. PMID: 16327616. Acessar a referência.

  2. American Society of Plastic Surgeons (ASPS). Breast Augmentation Candidates. Orientação institucional. Acessar a referência.

Como escolher o tamanho e o perfil da prótese?

A escolha começa pela anatomia e pelas suas expectativas. O volume em mililitros é apenas uma das características do implante: duas próteses com o mesmo volume podem ter larguras e projeções diferentes.

Avalio a base da mama, a distância entre os lados, a espessura dos tecidos, a elasticidade da pele e a posição do sulco. Essas medidas ajudam a definir quais dimensões são compatíveis com seu corpo. O planejamento baseado nos tecidos foi organizado, entre outros trabalhos, pelo método “High Five”, de Tebbetts e Adams; ele é uma ferramenta de decisão, não uma fórmula que substitui julgamento clínico.

O perfil descreve a projeção relativa do implante, mas as classificações variam entre fabricantes. “Alto” em uma linha não deve ser comparado sem consultar as dimensões de outra. Também não existe conversão exata entre mililitros e tamanho de sutiã.

Apresento as alternativas e seus compromissos: mais volume pode representar maior peso e tensão nos tecidos. O objetivo é uma escolha compartilhada que considere aparência desejada e sustentação ao longo do tempo.

Referências bibliográficas

  1. Tebbetts JB, Adams WP. Five critical decisions in breast augmentation using five measurements in 5 minutes: the high five decision support process. Plast Reconstr Surg. 2005;116(7):2005–2016. PMID: 16327616. Acessar a referência.

A prótese fica acima ou abaixo do músculo — qual a diferença para mim?

O implante pode ser colocado à frente do músculo ou parcialmente sob ele. O plano é escolhido conforme cobertura dos tecidos, anatomia, atividade física e objetivos.

Subglandular e subfascial: ambos ficam à frente do peitoral, mas são planos anatômicos diferentes. Evitam a deformação provocada diretamente pela contração de um músculo que recobre o implante. Em pacientes com pouca cobertura, pode haver maior percepção de bordas ou ondulações.

Subpeitoral e dual plane: o músculo oferece cobertura em parte da prótese. No dual plane, o planejamento combina essa cobertura superior com a acomodação da região inferior. Podem ocorrer desconforto inicial e movimento ou alteração de formato com a contração do peitoral, chamados de deformidade de animação.

Nenhum plano reúne todas as vantagens. Estudos comparam complicações entre posições, mas diferenças de implante, seleção de pacientes e técnica impedem transformar uma taxa isolada em regra universal. Para decidir, é importante discutir tanto o aspecto em repouso quanto suas atividades e a qualidade dos tecidos.

Referências bibliográficas

  1. ASPS. Breast Augmentation Procedure Steps. Orientação institucional. Acessar a referência.

  2. Tebbetts JB, Adams WP. Five critical decisions in breast augmentation using five measurements in 5 minutes: the high five decision support process. Plast Reconstr Surg. 2005;116(7):2005–2016. PMID: 16327616. Acessar a referência.

  3. FDA. Risks and Complications of Breast Implants. Informação de segurança. Acessar a referência.

A prótese “tem validade” ou precisa ser trocada com o tempo?

Não há recomendação de trocar automaticamente todo implante ao completar dez anos. Entretanto, próteses não são dispositivos vitalícios: complicações e necessidade de nova cirurgia podem surgir ao longo da vida.

Troca ou retirada pode ser indicada por ruptura, contratura, alterações de posição, mudanças da mama ou preferência da paciente. Estar sem dor não exclui ruptura de um implante de silicone.

O acompanhamento da prótese é diferente do rastreamento de câncer de mama. Como referência dos Estados Unidos, a FDA recomenda, para implantes de silicone e pacientes sem sintomas, ultrassonografia ou ressonância entre 5 e 6 anos após a implantação e depois a cada 2 a 3 anos. Sintomas ou resultados duvidosos podem exigir investigação antes disso. O plano individual considera o dispositivo e a avaliação médica.

Guarde o cartão com marca, modelo, lote ou número de série. Ele ajuda a identificar exatamente qual implante foi utilizado. A decisão de reoperar depende da avaliação, e não apenas da idade da prótese.

Referências bibliográficas

  1. FDA. Things to Consider Before Getting Breast Implants. Orientação para decisão informada. Acessar a referência.

  2. FDA. Breast Implants — Certain Labeling Recommendations to Improve Patient Communication. 2020. Orientação de rotulagem e seguimento de implantes de silicone. Acessar a referência.

Vou conseguir amamentar depois da cirurgia?

Muitas mulheres conseguem amamentar após o aumento mamário, mas não é possível garantir produção suficiente de leite. A posição do implante atrás da glândula não elimina a possibilidade de efeito sobre nervos, ductos ou tecido mamário.

No estudo BIFS, 4.679 mulheres tiveram parto após aumento primário e 79,4% relataram ter amamentado pelo menos um filho. Foi uma análise observacional com dados após a janela de cinco anos de seguimento. O resultado não informa que 79,4% tiveram amamentação exclusiva, nem comprova equivalência com mulheres não operadas. Os autores não dispunham de dados completos sobre duração da amamentação, ganho de peso do bebê ou necessidade de fórmula.

A chance individual também depende da anatomia original, da cirurgia, da experiência de amamentação e de fatores da mãe e do bebê. Se pretende engravidar, inclua esse plano na consulta.

Após o parto, vale contar com apoio à amamentação e acompanhamento do peso do bebê. Quando há produção insuficiente, a suplementação pode ser necessária sem que isso signifique ausência completa de lactação.

Referências bibliográficas

  1. Jewell ML, Edwards MC, Murphy DK, Schumacher A. Lactation Outcomes in More Than 3500 Women Following Primary Augmentation: 5-Year Data From the Breast Implant Follow-Up Study. Aesthet Surg J. 2019;39(8):875–883. PMID: 30165661. Estudo observacional. Acessar a referência.

  2. CDC. Breast Surgery and Breastfeeding. Orientação clínica sobre lactação após cirurgia mamária. Acessar a referência.

A prótese atrapalha a mamografia ou o rastreio de câncer de mama?

Ter próteses não impede a mamografia, mas exige cuidados técnicos. O implante pode dificultar a visualização de parte do tecido; por isso, informe sua presença ao agendar e ao realizar o exame. Incidências adicionais com deslocamento do implante, quando possíveis, ajudam a examinar melhor a mama.

O rastreamento de câncer continua sendo definido pela idade e pelo risco individual. A diretriz conjunta brasileira CBR/SBM/Febrasgo de 2023 recomenda mamografia anual dos 40 aos 74 anos para mulheres de risco habitual, com individualização em outras situações. Existem diferenças entre diretrizes, e seu plano deve ser discutido com o médico assistente.

Ultrassom e ressonância não substituem automaticamente a mamografia. Além disso, ressonância para avaliar integridade do implante e ressonância para investigação de câncer podem utilizar protocolos diferentes, inclusive quanto ao contraste.

Mantenha separados os dois objetivos do acompanhamento: examinar o tecido mamário e verificar a prótese. Um resultado normal para um deles não necessariamente responde à outra pergunta.

Referências bibliográficas

  1. Urban LABD et al. Recomendações do CBR, SBM e Febrasgo para o rastreamento do câncer de mama no Brasil. Radiol Bras. 2023;56(4):207–214. Diretriz conjunta. Acessar a referência.

  2. American College of Radiology. ACR Appropriateness Criteria® Breast Implant Evaluation: Update 2025. PMID: 41711626. Diretriz de diagnóstico por imagem. Acessar a referência.

A cirurgia de prótese interfere na sensibilidade do mamilo?

Pode haver diminuição, aumento ou mudança da sensibilidade da mama e do mamilo. Parte dessas alterações melhora ao longo dos meses, mas existe possibilidade de persistência.

Em um estudo prospectivo de aumento subfascial, cerca de 4% dos complexos mamilo-aréola ainda apresentavam perda sensitiva em 12 semanas, nas condições avaliadas. Esse dado não equivale a uma taxa de perda permanente: doze semanas é um período limitado, e a técnica estudada não representa todas as cirurgias.

O risco depende do trajeto dos nervos, da dissecção, da via de acesso, do volume em relação aos tecidos e da resposta individual. Estudos que utilizam testes objetivos de sensibilidade podem encontrar resultados diferentes dos que registram apenas queixas espontâneas; por isso, não existe uma porcentagem única confiável para qualquer paciente.

Informe alterações prévias e a importância dessa questão para você. A avaliação ajuda a discutir escolhas e expectativas. Sensibilidade e produção de leite se relacionam em alguns aspectos, mas não são a mesma função: não se deve usar a preservação de uma para garantir a outra.

Referências bibliográficas

  1. Brown T. Objective Sensory Changes Following Subfascial Breast Augmentation. Aesthet Surg J. 2016;36(7):784–789. PMID: 26883217. Estudo prospectivo. Acessar a referência.

  2. CDC. Breast Surgery and Breastfeeding. Orientação clínica sobre lactação após cirurgia mamária. Acessar a referência.

O que é contratura capsular, qual o risco e como é tratada?

O organismo forma uma cápsula de tecido ao redor do implante. Quando ela se torna excessivamente firme e contrai, pode alterar o formato ou causar dor: isso é contratura capsular. Na classificação de Baker, o grau I corresponde à mama normal; o II apresenta maior firmeza sem deformidade evidente; III e IV são formas clinicamente mais importantes, com deformidade e, no IV, dor.

O risco varia com o tempo e com o contexto. Na coorte MemoryGel, o risco acumulado estimado de contratura Baker III/IV em dez anos foi de 12,1% no aumento primário e 24,4% na revisão de aumento. São resultados de um dispositivo e de uma população específicos, não a taxa prevista para cada paciente.

Uma série retrospectiva diferente, com 856 pacientes e seguimento médio de 14,9 meses, encontrou 2,8% de contratura. As taxas não são diretamente comparáveis: o período observado e as características dos estudos mudam. Não seria correto concluir que o risco desaparece após os primeiros anos.

A origem é multifatorial. Técnica, sangramento, inflamação, características do implante e fatores da paciente podem participar. Medidas preventivas são importantes, mas a ocorrência de contratura não comprova erro técnico.

O tratamento depende dos sintomas e dos achados. Formas leves podem ser acompanhadas. Casos com dor ou deformidade podem exigir cirurgia da cápsula, retirada ou troca do implante e eventualmente mudança de plano. Tratamentos medicamentosos fora de bula têm evidência limitada e não devem ser apresentados como cura estabelecida. Montelucaste, por exemplo, tem alerta da FDA para efeitos neuropsiquiátricos graves. Ultrassom terapêutico e massagens tampouco substituem uma avaliação diagnóstica ou uma cirurgia indicada.

Endurecimento novo, especialmente acompanhado de líquido, massa ou aumento tardio da mama, precisa de investigação antes de ser atribuído apenas à contratura.

Referências bibliográficas

  1. Caplin DA et al. MemoryGel Breast Implants: Final Safety and Efficacy Results after 10 Years of Follow-Up. Plast Reconstr Surg. 2021;147(3):556–566. PMID: 33620918. Coorte prospectiva de dispositivo específico. Acessar a referência.

  2. Blount AL et al. Capsular contracture rate in a low-risk population after primary augmentation mammaplasty. Aesthet Surg J. 2013;33(4):516–521. DOI: 10.1177/1090820X13484465. Coorte retrospectiva. Acessar a referência.

  3. FDA. FDA requires Boxed Warning about serious mental health side effects for asthma and allergy drug montelukast. 2020. Alerta de segurança. Acessar a referência.

  4. FDA. Risks and Complications of Breast Implants. Informação de segurança. Acessar a referência.

Já ouvi falar de doença/linfoma ligado a implante — devo me preocupar?

Existe uma doença rara chamada BIA-ALCL, um linfoma que pode surgir no líquido ou na cápsula ao redor do implante. Ele é diferente do câncer que se origina no tecido mamário e está associado principalmente à exposição a implantes texturizados. Microtexturizados pertencem a essa categoria e não devem ser equiparados aos lisos.

A FDA reuniu 1.380 relatos de casos em suas tabelas com dados até 30 de junho de 2024. Esses registros não permitem calcular a probabilidade individual, porque há limitações de notificação e de histórico dos implantes. Existe uma notificação com implante liso sem histórico conhecido de texturizado; isso não prova causalidade, mas recomenda evitar afirmações absolutas de ausência de relatos.

Aumento persistente da mama, líquido tardio, massa, dor ou endurecimento precisam de avaliação. O exame de imagem e, quando indicado, a análise do líquido ou do tecido ajudam a definir o diagnóstico. Quando a doença é localizada, o tratamento costuma envolver retirada do implante e remoção cirúrgica completa da doença, com planejamento especializado; casos avançados podem exigir tratamento adicional.

Há também relatos de carcinoma escamoso na cápsula (BIA-SCC), inclusive com superfícies lisas e texturizadas. O risco e os fatores causais ainda não estão bem definidos. O tratamento depende do diagnóstico e da extensão, e não deve ser resumido a uma operação padronizada para todas.

A presença de implantes sem sintomas não significa indicação automática de retirada preventiva. A decisão deve considerar o modelo, o histórico e a avaliação individual.

Referências bibliográficas

  1. FDA. Medical Device Reports of Breast Implant-Associated Anaplastic Large Cell Lymphoma. Tabelas com dados até 30 de junho de 2024. Vigilância passiva; não permite calcular incidência. Acessar a referência.

  2. FDA. UPDATE: Reports of Squamous Cell Carcinoma (SCC) in the Capsule Around Breast Implants. 2023. Comunicação de segurança. Acessar a referência.

  3. FDA. Things to Consider Before Getting Breast Implants. Orientação para decisão informada. Acessar a referência.

“Doença do silicone” e sintomas sistêmicos são a mesma coisa que linfoma?

Os sintomas sistêmicos relatados como “doença do silicone” ou breast implant illness (BII) são diferentes do linfoma BIA-ALCL. Algumas pacientes relatam fadiga, dores musculares ou articulares e dificuldades de concentração, entre outras queixas.

Ainda não existe um exame específico que confirme BII nem critérios diagnósticos universais. A investigação precisa acolher os sintomas e procurar outras causas possíveis, sem atribuir automaticamente toda alteração ao implante ou descartar a queixa porque os exames iniciais estão normais.

Há relatos de melhora após explante em parte das pacientes, mas não se pode garantir resolução completa nem prever com certeza quem melhorará. Notificações espontâneas ajudam na vigilância, porém não permitem calcular quantas usuárias desenvolverão sintomas ou comprovar causalidade.

Se houver indicação de discutir retirada, a decisão considera seus sintomas, investigação realizada, características da prótese e riscos da nova cirurgia. O tratamento da cápsula também deve ter indicação própria; não é adequado prometer que uma técnica específica de explante curará todos os sintomas.

Referências bibliográficas

  1. FDA. Medical Device Reports for Systemic Symptoms in Women with Breast Implants. Informação de tecnovigilância. Acessar a referência.

  2. FDA. Things to Consider Before Getting Breast Implants. Orientação para decisão informada. Acessar a referência.